Voltaram para casa antes de todo mundo e sentaram-se à varanda. Os planos eram outros, mas a mãe dela deixava a casa trancada, para evitar aquilo mesmo que os dois pretendiam fazer.
Com frio, ela buscou uma mantinha no varal, cobriu-se e sentou-se no colo dele. Meia hora depois, eles nem ouviram o barulho do portão. A mãe dela parou na frente da porta da sala e, enquanto procurava a chave, perguntou:
- Faz tempo que vocês estão aí?
- Não, Mãe. Chegamos... Há uns... 10 minutos. - respondeu ela, pausadamente.
- Você está tremendo, está com tanto frio assim?
Neste momento, ela aproximou-se e tocou a testa da filha com as costas da mão.
- Você deve estar com um pouco de febre, vou entrar e preparar um chá para você.
A outra mão dela encontrou a chave na bolsa e abriu a porta. Lá de dentro ela falou:
- Vocês não vão entrar?
- Vamos... Ficar mais um pouquinho.
- Então vou deixar a água esquentando e vou dormir. Boa noite. E nada de safadeza, vocês dois. Aqui na minha casa! - Completou a fala com uma gargalhada de quem sabia que não desafiariam sua autoridade.
Por baixo da manta, ela se contorcia de tensão. Ele, de prazer.
Exercícios literários e outras peças mal acabadas que não são adequadas para o comércio como produtos culturais.
5 de abril de 2008
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Alagam-se as metrópoles em rios de carros que não param de subir
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As engrenagens um pouco gastas atritam-se, barulhentas. Enquanto isso, sobre as chamas, a válvula dá voz aguda aos vapores carregados. Na e...
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Fazia planos e estabelecia metas, mas nunca ia até o fim Quando parou para pensar, no meio do caminho, percebeu-se pedra
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