Todo dia, bem cedo, vestia a camisa amarotada, a calça jeans surrada (mas não dessas que já vem surrada da loja), a botina velha e o chapéu de aba amassada.
Já na rua, vestia a cara de tolo e, por fim, a voz e o sotaque de caipira inocente:
- Vai mel, madame? - dizia ele, oferecendo as garrafas cheias do açúcar melado de milho.
Exercícios literários e outras peças mal acabadas que não são adequadas para o comércio como produtos culturais.
14 de maio de 2010
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