Saiu de casa cedo, com um caderno velho nas mãos, revisando os últimos detalhes. Na mochila: uma garrafa de água, duas barras de chocolate e duas canetas pretas. Pegou o primeiro ônibus que passou e permaneceu lendo durante todo o trajeto
Ao desembarcar, não precisou procurar muito para saber o seu destino final. Diante de um prédio antigo, próximo da esquina, aglomeravam-se, entre alguns vendedores ambulantes, diversas pessoas, de todas as idades, todos com as mesmas canetas pretas, garrafas de água e chocolates. Mas, não eram apenas os acessórios que eles tinham em comum, afinal, estavam todos ali pelo mesmo propósito, arriscar a sorte na loteria da classe média instruída, prestar a prova para um cargo público
Exercícios literários e outras peças mal acabadas que não são adequadas para o comércio como produtos culturais.
29 de junho de 2010
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Alagam-se as metrópoles em rios de carros que não param de subir
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As engrenagens um pouco gastas atritam-se, barulhentas. Enquanto isso, sobre as chamas, a válvula dá voz aguda aos vapores carregados. Na e...
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Fazia planos e estabelecia metas, mas nunca ia até o fim Quando parou para pensar, no meio do caminho, percebeu-se pedra
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