Eu não suportava mais nem ouvir aquela voz, sempre reclamando de meus desvios, definindo meus rumos e ditando meus passos, tentando manter-me na linha - justo eu, que fui criado solto, igual bicho do mato
Após mais um desentendimento, ela deixou-me sem saída e eu, tomado por um surto colérico, atirei-a do carro em movimento. Eu ainda senti quando a roda traseira passou por cima, o barulho foi pavoroso
Depois daquilo não havia esperança alguma de salvá-la, por isso, acelerei. Segui sem rumo, por vielas tortuosas, sem nenhuma máquina para me dizer o que fazer
Exercícios literários e outras peças mal acabadas que não são adequadas para o comércio como produtos culturais.
1 de junho de 2010
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