Desconfiada, começou a questionar, investigar e acusar.
Sentindo-se enganada e muito irritada, cavava cada vez mais. Mas quanto mais fundo chegava, maior era a ausência de respostas, de pistas ou de provas.
Com o tempo, de mãos vazias, já estava quase desistindo da função quando percebeu que um pouco de terra lhe caiu na cabeça. Após olhar para cima, protegendo a vista mal acostumada do único feixe de luz que chegava àquele buraco, desabou em lágrimas. Percebeu-se cavando a própria cova. Viu que era ele, esgotado, que tentava enterrá-la no passado.
Exercícios literários e outras peças mal acabadas que não são adequadas para o comércio como produtos culturais.
4 de dezembro de 2009
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