Ao ser questionado sobre o que queria ser quando crescesse, não tinha dúvidas, já tinha a resposta na ponta da língua, queria ser sorveteiro. Os parentes e vizinhos riam, evocavam a inocência infantil e o desprendimento ao dinheiro.
Indiferente aos comentários e apertões na bochecha, o garoto, que sempre pagava o picolé com uma nota de dez, contemplava o enorme bolo de dinheiros que o sorveteiro tirava do bolso momentos antes de lamber o indicador e separar-lhe o troco. Deleitava-se, não via a hora de poder lamber o indicador e embaralhar sua própria fortuna de trocados.
Exercícios literários e outras peças mal acabadas que não são adequadas para o comércio como produtos culturais.
9 de agosto de 2009
-
Em meio àqueles silêncios solenes havia um - apenas um traiçoeiro sarcástico
-
Após muito refletir, chegou à conclusão de que não havia um modo mais delicado de tocar no assunto. Sem saber onde colocar as mãos, entre en...
-
Encosto uma concha na orelha para ouvir o mar E recosto a cabeça no teu colo para ver estrelas
2 comentários:
Assim nasce um capitalista. Genial!
Eugênio Parente
e de lambidas...
o destino fica brilhando!
é mucho bueno ler esse blog:)
apoio você nessa busca por ser sorveteiro de letras e sabores...
Postar um comentário