Sem palavras,
o criado mudo
isolou-se em um canto.
A geladeira,
sempre tão fria,
derreteu-se em lágrimas.
O chuveiro,
sempre tão quente,
agiu como se não ligasse.
As paredes ecoaram o silêncio da despedida.
Algumas portas se fecharam
e outras se abriram.
Enquanto eu,
que já não me sentia mais em casa,
parti.
2009 - Concurso Cassiano Nunes - Biblioteca da UNB - Brasília - DF;
Publicada na coletânea do concurso
Exercícios literários e outras peças mal acabadas que não são adequadas para o comércio como produtos culturais.
21 de outubro de 2008
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Alagam-se as metrópoles em rios de carros que não param de subir
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As engrenagens um pouco gastas atritam-se, barulhentas. Enquanto isso, sobre as chamas, a válvula dá voz aguda aos vapores carregados. Na e...
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Fazia planos e estabelecia metas, mas nunca ia até o fim Quando parou para pensar, no meio do caminho, percebeu-se pedra
2 comentários:
Gostei da poesia, achei divertida.
Pensei em como as máquinas tomam conta de um espaço, que de repente não seja mais nosso.
Abraços.
A Alexandra (http://alexandraperiard.blogspot.com/) que me indicou seu blog.
que triste! daquela trsiteza bonita, q enternece.
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