E ela foi até o quartinho dos fundos. Em um canto escuro e empoeirado, encontrou o velho baú.
Levou o baú até a sala e começou a redescobrir tudo que estava ali guardado há anos. Tinha ali um sorriso sincero que já estava até um pouco amarelado pela falta de uso. Havia também uma porção de otimismo infantil, que apesar de serem infantis eram pelo menos dez vezes maiores do que os adultos. Também brincou um pouco com os sonhos, fantasias e ilusões. Encontrou até alguns medos, mas algumas peças tinham sumido com o tempo.
O velho baú rendeu bons momentos. Mas ao final da tarde, ela recolheu tudo do chão, fechou o baú e o colocou de volta no canto escuro e empoeirado. O sorriso, amarelado, acabou ficando esquecido debaixo do tapete.
Exercícios literários e outras peças mal acabadas que não são adequadas para o comércio como produtos culturais.
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Era um poeta de viver poesia E escrevia contos Mas, quando a coisa estava crônica, deixava de escrever Preferia não ser a ser má influência
Um comentário:
A infância perdida no tempo
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