Exercícios literários e outras peças mal acabadas que não são adequadas para o comércio como produtos culturais.
10 de fevereiro de 2010
Bons costumes
Todo dia depois do almoço, quando ele caia no sono bem em cima do carrinho de mão, ficava igualzinho tartaruga de ponta cabeça. Eu e os outros rapazes ficávamos sentados no chão, encostados em alguma sombra. Só ele tinha coragem de dormir no carrinho, todo curvado. Mas ele era assim mesmo, não tinha vergonha de nada que desse na telha de fazer. Trabalhava igual todo mundo, nem mais nem menos, mas trabalhava cantando, coisa que a gente não fazia por falta de costume - ou talvez por medo. Tinha mulher igual a todos os outros, mas levava ela para dançar e, de vez em quando, preparava a janta, coisa que a gente, homem de família, não faz por cansaço - ou talvez por costume. Nunca entendemos aquele jeito diferente dele fazer as coisas no mundo, mas ele parecia mais feliz. Talvez fosse a gente que estivesse imobilizado, igualzinho tartaruga de ponta cabeça.
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Alagam-se as metrópoles em rios de carros que não param de subir
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As engrenagens um pouco gastas atritam-se, barulhentas. Enquanto isso, sobre as chamas, a válvula dá voz aguda aos vapores carregados. Na e...
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Fazia planos e estabelecia metas, mas nunca ia até o fim Quando parou para pensar, no meio do caminho, percebeu-se pedra
Um comentário:
Adorei o título! E, é claro o texto todo! rs
Vc escreve bem.
Voltarei para ler mais!
Bjs
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