Trago nas mãos um mapa
de cento e sete cidades
- fundidas em uma metrópole
Na mochila, coleções
de tantos rostos e nomes
- que nunca, nunca se completam
No bolso de trás, um livro
com todas as histórias
- que ninguém vai escrever
E, por fim, embrulhadas em jornal, conservas
de momentos preciosos
- para saciar a tristeza
nas noites mais longas do inverno
Exercícios literários e outras peças mal acabadas que não são adequadas para o comércio como produtos culturais.
15 de julho de 2013
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